22 de março de 2017

Bolo de laranja no liquidificador


Aos fins-de-semana dedico sempre algum do meu tempo a a ver as novidades dos blogues que sigo no Feedly e vou guardando algumas receitas para um dia, quem sabe, as experimentar. Esta foi uma delas. Vinda da Cozinha da Duxa, um blogue lindo, cheio de receitas de fazer crescer água na boca, não esperou muito tempo para para saltar da blogosfera para a minha cozinha. É um bolo super aromático, embora, por motivos logísticos, me tenha ficado só pela laranja e excluído o coco e o gengibre, mas que deviam emparelhar deliciosamente com a laranja, o que quer dizer que é um bolo que vai ser repetido, naturalmente.

(Fonte: cozinhadaduxa)
Ingredientes:
4 ovos
1 laranja inteira com casca (lavada, limpa e sem topos)
180 gr. de açúcar amarelo
250 gr. de farinha de trigo com fermento
1 colher de chá para fermento para bolos
1/2 colher de chá de gengibre em pó (no original - não usei)
50 gr. de coco ralado (não usei porque não tinha)
Manteiga para untar a forma e açúcar amarelo para a polvilhar


Preparação:
Pré-aqueça o forno a 190º.
Numa taça misture os ingredientes secos: a farinha peneirada com o fermento, o açúcar, o coco e o gengibre em pó se estiver a usar e reserve.
Corte a laranja em quartos e retire-lhe as pevides.
Coloque-a num liquidificador (processador de alimentos ou robot de cozinha)e triture.
Acrescente os ovos e bata.
Vá juntando, aos poucos, a mistura dos secos à mistura de ovos e laranja, mantendo o liquidificador a trabalhar numa velocidade média.
Deixe bater por 2 minutos.
Unte uma forma de chaminé com manteiga e polvilhe com açúcar.
Verta a massa para a forma e leve ao forno, pré-aquecido e deixe cozer 30-40 minutos (depende dos fornos), até estar cozido (faça o teste do palito).
Desenforme assim que retirar do forno e deixe arrefecer por completo antes de fatiar.

20 de março de 2017

"Paella" de cogumelos em arroz de couve-flor


Março é o mês de ... limões. É esta a proposta de ingrediente que a Marta nos apresenta para este mês. Fácil, não é? Ou não. É que a par dos alhos, louro e tomilho, o limão é um ingrediente indispensável na minha cozinha. Dá um toque especial às carnes brancas e enaltece o peixe. Com ele dou um banho ao cabrito de Páscoa antes do temperar. Com as suas cascas aromatizam-se a grande maioria da doçaria tradicional portuguesa. Refresca-nos no Verão ao transformar-se em limonada e faz terminar em grande qualquer refeição que seja finalizada com uma mousse de limão ou tarte merengada. Com tantas utilizações, não seria fácil a escolha, mas depois de dar uma passada de olhos no "Dicionário dos Sabores", de Niki Segnit (sempre uma inspiração), resolvi emparelhá-lo com a curcuma, numa falsa "paella" de couve-flor. O tal arroz de couve-flor, a que alguns chamam de cuscus de couve-flor, mas que não importa o nome porque a ideia é levar ao prato os ingredientes em formas para lá do óbvio.


Ingredientes:
400 gr. de cogumelos variados (usei 1 embalagem de cogumelos congelados)
300 gr. de couve flor (só os floretes)
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho, picado
1/2 pimento vermelho, limpo de sementes e filamentos e cortado em cubos
1/2 curgete, em cubos
1 cenoura pequena, descascada e cubos
1/4 de chávena de ervilhas
1 colher de chá de curcuma moída na hora
Malagueta vermelha fresca
Água ou caldo de legumes, q.b.
Folhas de tomilho, a gosto
Azeite q.b.
Sal q.b.
Gomos de limão para servir

Preparação:
Comece por saltear os cogumelos numa colher de sopa de azeite, em lume forte, mexendo até evaporar todo o liquido que libertarem. Reserve.
Prepare a couve-flor: separe os floretes (reserve os pés para a sopa) até pesar 300 gr., lave bem e rale com o ralador grosso (pode usar o robot de cozinha, triturando até obter pedacinhos do tamanho de grãos de arroz. Eu usei uma mandolina elétrica).
Numa sertã larga deite 2 colheres de sopa de azeite, as folhas de tomilho e salteie, em lume médio, a cebola, o alho, o pimento, a cenoura e curgete, até a cebola começar a amolecer, mas sem estrugir.
Acrescente os cogumelos e as ervilhas e saltei mais uns minutos.
Junte a couve-flor picada e envolva, polvilhe com a curcuma e tempere com uma pitada de sal.
Deixe cozer durante cerca de 5 minutos minutos até a couve-flor amaciar e perder o gosto a couve crua. Se necessário, vá acrescente até 1/4 de chávena de água quente ou caldo de legumes (ou água de cozer a sopa), mas não deve formar caldo para que a couve não fique empapada. A ideia é obter um prato seco, como se fosse arroz.
Rectifique os temperos e sirva com rodelas de malagueta fresca (sem sementes) e gomos de limão: esprema o sumo sobre a "paella" e delicie-se.

Nota: substitua os cogumelos por frango ou peru e as ervilhas por lentilhas já cozidas. ou omita os cogumelos e sirva este "arroz" de legumes" com um ovo escalfado.


15 de março de 2017

Pão de trigo integral


 Gosto sempre de passar pelo "Cinco Quartos de Laranja", tal como de certeza muitos de vocês, mas a sexta-feira é o dia que nunca passo sem lá espreitar o pão que a Isabel vai apresenta na rúbrica "Vamos fazer pão". Como sabem, porque já o disse aqui várias vezes, adoro pão e gosto de o fazer, embora ultimamente não tenha andado muito cozinheira, mas quando vi este pão, achei-o irresistível e no fim-de-semana que se seguiu deitei logo mãos à obra. Foi um sucesso! Delicioso como tudo e então morno com manteiga? De ir aos céus!



(Fonte: Cinco Quartos de Laranja)
Ingredientes:
Poolish de iogurte ou pré-fermento:
100 gr. de farinha de trigo T65
100 gr. de iogurte natural
1/8 de colher de chá de fermento seco de padeiro (equivalente a 1 gr.)
65 gr. de água à temperatura ambiente
Pão:
300 gr. de farinha de trigo T65
100 gr. de farinha de trigo integral
Poolish de iogurte (todo)
15 gr. de fermento de padeiro fresco
225 ml de água morna
10 gr. de sal
5 ml de azeite


Preparação:
O Poolish ou pré-fermento:
Coloque todos os ingredientes numa taça e mexa muito bem até obter uma massa lisa.
Tape com película aderente e deixe descansar, de um dia para o outro, à temperatura ambiente nos dias mais frios, ou no frigorífico nos dias mais quentes.
O pão:
Dissolva o fermento em 150 ml de água morna.
Coloque as farinhas numa tça, juntamente com o poolish e o sal. Regue com a água que tem o fermento e mexa.
Adicione mais um pouco de água e comece a amassar.
Amasse durante 10 minutos e vá acrescentando a restante água, aos poucos.
Forme uma bola com a massa e regue com o azeite. tape a taça e deixe descansar por 10 minutos.
Puxe as pontas da massa de fora para dentro, mantendo a forma de uma bola. Faça esta operação duas vezes.
tape e deixe levedar por 1 hora.
Numa superfície polvilhada com farinha, molde um pão redondo e coloque-o num cesto (mantive na taça). tape e deixe levedar novamente, em local abrigado, durante 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 230º com um tacho de ferro fundido (ou de barro) lá dentro.
Coloque o pão no tacho com cuidado para não se queimar. Faça um corte em forma de cruz no topo da massa. Tape e e leve ao forno por 30 minutos.
Retire a tampa do tacho e deixe ficar no forno mais 15 a 20 minutos para ganhar cor.

7 de março de 2017

Aveia enformada



Gosto que o pequeno-almoço me saiba bem. É uma boa forma de começar bem o dia (e sim, de vez em quando também vou ao café e basto-me com um pingo e um pãozinho com manteiga, importante é que quer o café, quer o pão sejam bem saborosos) e de me sentir pronta para enfrentar horas de trabalho. Gosto de sair de casa com aquele gostinho de "ai, que me soube tão bem" e gosto de variar. Desde as papas de aveia/quinoa/millet ou trigo sarraceno, às overnight oats, aos crepiocas, à simples taça de fruta, iogurte e granola, às aveias de forno e hoje é uma aveia de forno que vos trago, mas apresentada de forma diferente, como um bolo, um mimo matinal. A receita encontrei-a no blogue "Ponto de Rebuçado" e experimentei-a ainda no Inverno frio e cinzento, por isso em vez de leite ou bebida vegetal utilizei um chá bem reconfortante e aromático que tinha comprado na "1001 Chás", apropriado para os dias frios e que intensificou o sabor destes "queques" de aveia, mas podem usar uma bebida mais leve. Já perceberam que esta é uma daquelas receitas que nos permitem dar asas à imaginação, não é?


(Fonte: Ponto de Rebuçado)
Ingredientes:
2 chávenas e 1/2 de flocos de aveia
1 chávena e 1/2 de bebida vegital ou chá (usei o "Apricot Chai" da 1001 Chás)
1 ovo grande, batido
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de xarope de agave (usei mel)
1 colher de chá de canela em pó
1 chávena de maçã cortada em cubos pequenos
Azeite para untar as formas (usei uma forma de silicone)


Preparação:
Junte a aveia e a bebida escolhida e deixe descansar durante 3 horas, no mínimo.
Pré-aqueça o forno a 170º.
Junte os restantes ingredientes à aveia e misture bem.
Verta o preparado por forminhas de queques e leve ao forno durante cerca de 20 minutos.
Guarde no frigorífico«fico até 3 dias ou congele.
Para comer, aqueça 1 minuto no microondas em potência máxima.


1 de março de 2017

Cheesecake, o clássico



A abrir Março com um tema que para mim tem sabor a Primavera: cheesecake. É que a cheesecake associo sempre a combinação com o sabor da compota de fruta com que gosto de o cobrir e da fruta fresco com que gosto de o acompanhar. Sendo este o tema para o "Dia na 1 na Cozinha", balancei entre um cheesecake mais elaborado ou por recriar um clássico de receita simples, a única certeza estava em que seria um cheesecake de forno, os meus preferidos. Acabei por optar por uma receita simples, as que mais gosto e que me permitem, se a inspiração o ditar, brincar um bocadinho com elas. Fui aos meus "arquivos" procurar esta receita que tinha encontrado em tempos no incontornável blogue "Tertúlia de Sabores", receita já partilhada por outros. 


Ingredientes:
200 gr. de bolachas digestivas (ou bolacha Maria)
80 gr. de manteiga amolecida
1 pacote de queijo creme Philadélphia
1 requeijão
1 lata pequena de leite condensado
4 ovos
Sumo e raspa de 1/2 limão
1 colher de sobremesa de maizena
1 pacote de natas
5 colheres de sopa bem cheias de compota de framboesa
1 colher de sopa de Vinho do Porto
Frutos vermelhos para servir.

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 160º.
Triture as bolachas e junte a manteiga.
Forre a base uma forma de fundo amovível com a bolacha e unte as laterais com manteiga.
Esfarele bem o requeijão ou passe-o por uma peneira e bata-o com o queijo creme.
Acrescente o leite condensado e, de seguida, os ovos, um a um.
Junte o sumo e a raspa de limão.
Dissolva a Maizena num pouco de natas e junte este preparado ao creme juntamente com as restantes natas.
Verta o preparado (que fica bastante liquido, mas não se preocupe) na forma e leve ao forno durante cerca de 40 minutos (no meu forno levou um pouco mais de tempo. Faça o teste do palito para saber se o bolo está cozido.
Leve a compota com o vinho do Porto a um tachinho e aqueça em lume brando até misturar tudo e a compota estar um pouco liquida. Se preferir passe por uma peneira para retirar as sementes.
Sirva frio acompanhado de frutos vermelhos frescos.



Playing around:
Como sobrou algum recheio (nunca sei escolher o tamanho de forma adequado), distribui-o por uma forma de queques de silicone, sem a base de bolacha (rendeu mais 4 mini) e coloquei alguns mirtilos em cada um. Retirei-os do forno assim que o teste do palito o permitiu e fiz uma cobertura de mirtilos para servir (cerca de 100 gr. de mirtilos num tacho com 2 colheres de sopa de açúcar, cozinha-se em lume médio, mexendo até os mirtilos se começarem a desfazer e a calda começar a espessar).


Outros Cheesecakes no blogue:
Cheesecake de chocolate
Cheesecake de manga
Hyden Berry Cream Cheese torte


28 de fevereiro de 2017

Barrinhas de Sésamo e Linhaça


Estas barrinhas estavam marcadas no livro da Marta Varatojo desde o dia em que o comprei. De todas as receitas que encontrei, entre livros e blogues, estas tinham a seu favor a ausência de gorduras e muito menos ingrediente "adoçante", que aqui funciona também como aglutinador. Tinha, assim, aquele "petisco" doce que gostamos sempre de ter connosco para quando nos dá aquela vontade súbita de "apetecia-me algo" e mais: super rápidas de fazer, económicas (não precisal de forno) e sem sujar muita louça. Têm receitas melhores? Vá lá, então partilhem... :)

(Fonte: "O Livro de Cozinha da Marta")
Ingredientes:
1 chávena de arroz puf
1/2 chávena de sementes de sésamo
1/2 chávena de sementes de linhaça
Raspa de 1 laranja
4 colheres de sopa de sultanas
1 colher de chá de cacau em pó
50 gr. de chocolate preto (usei pepitas de cacau cru), finamente picado
4 colheres de sopa de xarope de arroz


Preparação:
Toste, separadamente, o arroz e as sementes.
Reserve numa taça e acrescente a raspa de laranja, o cacau em pó e as sultanas e envolva.
Numa sertã deite o xarope de arroz e ligue o lume em fogo médio. Quando o xarope começar a borbulhar acrescente a mistura de arroz puf e sementes e, de seguida, o chocolate.
Misture com uma colher de pau até os ingredientes terem absorvido o xarope de arroz.
Transfira a mistura para uma folha de papel vegetal, cubra com outra folha e espalhe com o rolo da massa até obter a espessura desejada ou se for como eu, desajeitada com o rolo da massa, use uma forma rectangular forrada com papel vegetal e calque a misture.
Deixe arrefecer e corte as barrinhas.
Guarde, embrulhadas em papel aderente, no frigorifico e estão sempre prontas a levar. 

26 de fevereiro de 2017

Crepe de tapioca e chocolate com queijo quark e morangos baunilhados

 
 
Depois de experimentar a tapioca, comecei a pensar se não haveria forma de incorporar outros ingredientes, além da linhaça e de chia. Crepiocas de cacau, por exemplo... Numa passagem pelo instagram "tropecei" na conta do blogue "Ele Cozinha, Ela lava | Mesmo quando ele não cozinha" e lá estava uma belíssima foto de uns crepiocas de cacau. Ainda me restava um pouco de tapioca na embalagem e tinha claras de ovo congeladas (tenho sempre claras congeladas) para poder experimentar a receita. E para acompanhar? Morangos...morangos combinam com ... baunilha e, bom, vamos fazer a experiência e correndo bem, levamo-la ao "Intrusa na Cozinha" porque este mês é a baunilha o ingrediente que brilha.
 
 
 
Ingredientes (só usei metade dos ingredientes):
4 colheres de sopa bem cheias de tapioca
2 claras de ovo
1 colher de sopa de cacau em pó
4 morangos, cortados em 4
1 pitada de sementes de baunilha (ou 1 colher de café de açucar baunilhado ou extracto de baunilha)
1 colher de sopa de queijo quark
Semetes de chia a gosto
 
Preparação:
Comece por preparar os morangos: deite-os num tachinho com 1 olher de sopa de água e a baunilha. Leve a lume brando, mexendo, até os morangos amolecerem. Reserve. (Versão rápida: misture os morangos com a baunilha e leve ao microondas na pot~encia máxima por 1 minuto).
Misture a tapioca, o cacau e as claras até ficar sem grumos.
Aqueça uma sertã anti-aderente e espalhe parte da massa de forma a cobrir o fundo num camada fina (não foi o meu caso, como se podem aperceber).
Quando as bordas começarem a levantar, vire o crepe, deixe cozinhar mais uns segundos e transfira para um prato.
Deite sobre o crepe o quiejo quark, de seguida, os morangos e polvilhe com as sementes de chia.
 
 

24 de fevereiro de 2017

Crepioca um pouco gulosa


Nos últimos anos a comida "virou moda" e como a moda pede, as tendências da estação (sendo que as estações gastronómicas não coincidem necessariamente com as estações do ano, nem têm a mesma duração) vão desfilando pela internet, contagiando blogosfera, as revistas, as prateleiras dos supermercados e as nossas mesas. Eu que não sou muito de modas e tendências, confesso que no que toca a comida, gosto de experimentar as novidades. Algumas ganham lugar cativo na minha despensa, outras nem por isso.
A última tendência que começa timidamente a parecer por aí são os crepes de tapioca ou os crepiocas. Já conhecia o granulado de tapioca, mas desconhecia esta versão que entrou em minha casa por mero acaso quando uma amiga brasileira me presenteou com um pacote de goma de tapioca já pronta a usar. Ouvi atentamente as instruções dela e fiz uma breve pesquisa na internet e descobri que no Brasil faz furor, especialmente entre quem está a fazer dieta.
A tapioca é rica em hidratos de carbono, isenta de gordura e de gluten, com baixo teor de sal e de fácil digestão o que faz dela uma excelente opção para substituir o pão branco no pequeno-almoço, por exemplo. Claro que, à semelhança do que acontece com o pão, temos que ter atenção ao recheio: ou escolhemos um complemento com valor nutricional (fruta com mel e canela, por exemplo) ou deitamos tudo a perder (banana ou morangos e montes de nutella) e não há tapioca que nos valha. Nesta receita fiquei a meio caminho, escolhi uma peça de fruta como recheio, mas acrescentei-lhe o açúcar refinado. Foi um pequeno pecadilho para apaziguar a gudolice sem muito peso na consciência, mas tenho feito estes crepes para o pequeno-almoço misturando na tapioca 1 colher de sopa de linha moída, o que é uma mais valia nutricional e recheando com fruta fresca adoçada com uma colher de café de mel e polvilhada com canela. Também pode usar um recheio salgado: queijo e fiambre, frango, atum, legumes, etc.
Quanto à técnica o segredo é experimentar, experimentar e experimentar. Este foi o primeiro crepe que fiz e saiu mais ou menos, o segundo foi para o lixo, o terceiro ficou piorzinho que este e o que fiz hoje de manhã (acompanhado com papaia e canela) ficou bem lindinho.

Ingredientes:
2 colheres de servir de goma de tapioca
1 maçã golden
1 colher de sopa de açúcar

Preparação:
Comece por prepara o recheio: descasque e descaroce a maçã e corte em fatias bem finas.
Deite as fatias de maçã numa frigideira com o açúcar e deixe caramelizar, em lume médio, mexendo sempre. Ajuste o açúcar à doçura da maçã.
Quando estiver pronto reserve.
Peneire a tapioca sobre uma sertã anti-aderente com cerca de 18 cm de diâmetro. Agite a sertã de forma a que a tapioca se espalhe pela sua superfície formando um circulo.
Leve a sertã a lume médio e deixe cozinhar durante 1 a 2 minutos até o crepe estar solto (se abanar a sertã vê que o crepe está solto). Nas experiências que tenho feito espero até a sertã começar a fumegar (ligeiramente, claro) e o crepe empola um bocadinho no meio ou nas bordas.
Com a ajuda de uma espátula volte o crepe, e aguarde uns segundos, só para secar alguma goma que esteja solta. 
Volte novamente, espalhe o recheio sobre metade do crepe e com a espátula dobre a outra metade sobre o recheio. 
Transfira para um prato e delicie-se.


20 de fevereiro de 2017

Super pão e quase uma super saga


Continuando a saga deste "Um mês com...", a segunda convidada do desafio foi Mafalda Pinto Leite, que já devem conhecer dos vários livros que tem publicado e do site "Dias com a Mafalda" e a receita escolhida um pão que me pareceu delicioso. Lá fui preparar a receita. Feito o pão, deixei-o a arrefecer em cima da bancada enquanto preparava o jantar. A Nikita estava muito sossegada no canto dela e nem sequer dava sinais de curiosidade pelo pão, por isso, quando fui jantar deixei-a na cozinha, nem sequer imaginando o que é que iria encontrar quando regressasse: migalhas pelo chão todo e eu sem perceber o que se passava, até que o D. me diz "comeu o pão" e eu continuava sem perceber, até que olhei para a bancada e vi que...faltava o meu pão. O rasto de migalhas ía até ao terraço, onde a "desgraçada" estava, lá ao fundo, a olhar para nós com um ar completamente comprometido e nem sequer veio ter connosco, naturalmente. Do primeiro pão só sobraram, então, migalhas.
Não desisti e lancei-me na segunda tentativa, mas desta vez sem as amêndoas e as bagas goji e substituindo a cobertura de aveia e amêndoas por fatias de maçã (que acabaram entretanto). O pão ficou delicioso, embora a foto não lhe faça jus, mas foi o que consegui arranjar....

(Fonte: Dias com a Mafalda)
Ingredientes:
100 ml de leite de arroz (ou outro a gosto)
150 ml de iogurte grego natural (ou iogurte vegetal)
100 ml de mel (ou xarope de ácer)
100 gr. de tâmaras passas
50 gr. de bagas Goji (não usei)
50 gr. de coco ralado ou em lascas
80 gr. de amêndoas + 2 colhres de sopa extra (não usei)
50 gr. de flocos de aveia (ou de quinoa) + 2 colheres de sopa extra
150 gr. de farinha integral
180 gr. de farinha sem fermento
1 colher de chá de canela em pó (opcional)
2 colheres de sopa de sementes de linhaça
2 colheres de sopa de sementes de chia
2 colheres de sopa de sementes de girassol
1 colher de chá de sal
1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó
1 e 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 maçã grande

Preparação:
Pré-aqueça o forno a 180º.
Forre uma forma de pão com papel vegetal (usei uma forma de silicone, por isso não precisei de forrar). Reserve.
Misture o leite, iogurte e o mel numa tigela.
Pique as frutas e as amêndoas de forma grosseira e misture com os restantes ingredientes secos.
Junte a mistura liquida à mistura de ingredientes secos. Se a masse estiver muito grossa acrescente leite, pouco a pouco, até obter a mistura desejada.
Deite a mistura na forma, corte a maçã em fatias e mergulhe-as na massa com  a casca para cima (ou  polvilhe com as amêndoas e aveia extra).
Leve ao forno por 45 minutos ou até ficar dourado e cozinhado no interior.
Deixe arrefecer por completo.
Pode congelar, cortando em fatias e guardando num saco próprio no congelador. Retire apenas as fatias que pretende comer e torre.

19 de fevereiro de 2017

Pizza de quinoa (base)


 
Este foi para mim a edição de"Um mês com...!" mais atribulada de sempre. Além de deixar para o fim do desafio a execução das receitas escolhidas  (sim receitas, que este mês há convidadas a dobrar) à boa maneira portuguesa, mas contra o meu hábito (as publicações sim, essas são feitas muitas vezes em cima da hora), não faltaram percalços nas duas receitas que escolhi.
Começando: uma das convidadas deste mês é Ella Woodward, autora do blog "Delicious Ella"  e já com quatro livros publicados. Ella conta-nos como é que a vida dela sofreu um choque quando, aos vinte anos, lhe foi diagnosticado Síndrome de Taquicardia Postural e como foi encontrando na alimentação uma forma de enfrentar a doença e retomar uma vida normal, tendo deixado de comer alimentos processados e abraçando uma alimentação vegetariana e apoiada em ingredientes integrais.
Bom, como andava ansiosa por experimentar uma base de pizza alternativa escolhi a receita da base de pizza de quinoa, que aparece no "Delicious Ella" também em vídeo, o que é uma grande ajuda (mas que não visionei antes de executar a receita, por pura preguiça e falta de paciência para estar em frente ao computador a assistir a vídeos) e o primeiro percalço aconteceu porque resolvi acrescentar 2 colheres de sopa de água à massa, depois não untei suficientemente a base que usei para cozer a massa, por isso quando retirei a massa do forno tive alguma dificuldade em removê-la do prato. Depois foi um daqueles fins-de-semana em que resolvi não me preocupar com as compras e quando abri a gaveta dos vegetais no frigorifico, descobri que não tinha muito por onde escolher para fazer o recheio. Fiquei-me por uma beterraba e uma curgete que decidi assar em rodelas. Comecei pela beterraba, por necessitar de mais tempo que a curgete, e fui tratar de outras coisas. Resultado: confirmei a minha teoria de que os fornos trabalham melhor e mais depressa quando os deixamos sozinhos e, assim, consegui rodelas de beterraba quase carbonizadas. Restou-me a curgete que acabei apenas por grelhar, não fosse acontecer mais alguma desgraça.
 
 
 
Ingredientes:
3/4 de chávena de quinoa
1 colher de chá de vinagre de sidra
1 colher de chá de ervas de Provença
1 colher de chá de orégãos
Flocos de malagueta a gosto (não usei)
1 pitada de sal
Molho de tomate q.b.
Curgete grelhada
Cebola roxa

Preparação:
Demolhe a quinoa (numa taça coberta com água até cerca de 2cm acima dos grãos) durante 8 horas.
Pré-aqueça o forno a 190º.
Coe a quinoa e coloque-a num processador de alimentos, juntamente com o vinagre, as ervas, a malagueta e o sal. Processe até obter uma massa (usei a Bimby pulsando o turbo e raspando as laterais do copo sempre que necessário até obter o resultado final).
Unte uma forma de pizza ou uma forma de bolo (a Ella usa uma forma de bolo com aro amovível)com azeite e espalhe a massa formando um circulo.
Leve a assar durante 15 a 20 minutos, ou até a base estar firme.
Espalhe o molho de tomates sobre a base e os ingredientes que escolheu (optei pela curgte grelhada, cebola roxa e orégãos secos). Se quiser leve de novo ao forno para aquecer os ingredientes.

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